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08/07/2019 - CONTRATO 64 CANOAS - Sexta (12) tem assembleia e trabalhadores podem definir pela paralisação


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Tiago Coutinho - Estagiário Comunicação

A próxima sexta-feira (12) promete muito engajamento e luta para os mais de 300 trabalhadores canoenses vinculados a 28 UBS, 8 farmácias e 3 UPAs do município, vinculados ao Contrato 64 (entenda abaixo).  Lutando para evitar a demissão em massa e para garantir o pagamento das rescisórias, os colegas têm assembleia com o Sindisaúde-RS a partir das 14h, poucas horas após mais uma mediação no TRT-4, que começa às 11h. "Centenas de trabalhadores estão sem saber o que vai acontecer quando acabar o contrato de gestão, dia 31 de julho, e nos procuraram em massa. Estão prontos para lutar até o final, e o Sindisaúde-RS levará essa briga até o final. Sempre destacamos os malefícios causados pela terceirização na saúde pública, e agora nos deparamos com o absurdo de uma quarteirização. Fazer isso com a saúde de Canoas é um atentado ao cidadão e ao trabalhador!", afirmou o secretário-geral do sindicato, Julio Jesien.

A assembleia ocorrerá no pátio do Hospital Nossa Senhora das Graças (Av. Santos Ferreira, 1864); na pauta, está o indicativo de paralisação, além do repasse de informações sobre a mediação. O edital da assembleia foi publicado na edição de 05 de julho do jornal "O Timoneiro", na capa. 

Grande participação dos trabalhadores na mediação de sexta-feira (05) 

Assembleia geral

Data: 12/07

Horário: 14h (última chamada)

Local: Pátio do Hospital Nossa Senhora das Graças (Av. Santos Ferreira, 1864)

Pauta

- Esclarecimentos sobre audiência de mediação ocorrida pela manhã no TRT-4

- Deliberação sobre paralisação.

- Assuntos gerais.

Última mediação

Na última sexta-feira (05), o Sindisaúde-RS foi à mesa do TRT-4 para garantir o direito legal das rescisórias, e também insistiu na manutenção dos postos. Este pleito teve avanço: a Prefeitura de Canoas se comprometeu na mediação com a prorrogação do contrato, a princípio por 12 meses. O termo aditivo será formalizado até o final da semana que vem.

Rescisórias

A gestão das unidades informou que irá contrair um empréstimo na casa dos R$ 4,5 milhões junto ao Banrisul. A finalidade, segundo a administração, é poder pagar em parcela única, conforme manda a lei, as verbas rescisórias dos funcionários que vierem a ser demitidos mesmo com a prorrogação do contrato.

Posição do sindicato

O Sindisaúde-RS acompanha a situação com cautela. "Não temos a garantia absoluta de que eles cumprirão o acordado, pois precisamos ver tudo assinado. Lutamos pelos postos e pelos direitos legais dos trabalhadores", declarou o secretário-geral do sindicato, Julio Jesien

Entenda o Contrato 64

A Associação Beneficente de Canoas (ABC) e a Associação São Miguel são mantenedora e administradora, respectivamente, do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG); porém, os contratos para gestão do hospital e das unidades de saúde onde ocorrerão as demissões são diferentes. Já no caso das unidades de saúde, vigora o Contrato 64, sendo este o que terá fim no dia 31 de julho. Isso poderá acarretar no desligamento de mais de 300 trabalhadores sem o pagamento das rescisórias, pois é de conhecimento do sindicato e dos trabalhadores que não há dinheiro em caixa para uitação dos direitos.

A bizarra "quarteirização" em Canoas

A Prefeitura terceirizou, já há alguns anos, a gestão do HNSG e das unidades de saúde de Canoas. A ABC assumiu a administração, mas especialmente nos últimos 2 anos a empresas se mostrou incapaz de cumprir com o encargo assumido, até finalmente, de maneira bizarra, "quarteirizar" a gestão do hospital e das unidades para a Associação São Miguel