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16/07/2019 - CONTRATO 64 CANOAS -Trabalhadores fazem protesto em frente à Prefeitura


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Tiago Coutinho - Estagiário Comunicação

O dia foi de muita luta em Canoas! Dezenas de trabalhadores se juntaram ao Sindisaúde-RS e foram para frente da Prefeitura exigir seus direitos e mostrar à população o descaso do Município para com a situação caótica a que chegou a saúde pública canoense com a "quarteirização". Quase 350 trabalhadores estão em vias de serem demitidos devido ao fim do Contrato 64 (leia abaixo). Para piorar, a gestão das 28 UBS, 8 farmácias e 3 UPAs vinculados ao contrato sequer tem as verbas para pagar o direito legal das rescisões trabalhistas. "Esgotou-se a paciência da categoria. Na ultima mediação no TRT-4 não foi trazida garantia sequer de pagamento das rescisórias, quanto mais de manutenção dos empregos", explicou o secretário-geral do sindicato, Julio Jesien.

 

O ato

Apesar do forte aparato policial deslocado para o ato, os trabalhadores fizeram muito barulho e trancaram a rua em frente à Prefeitura, exigindo resposta dos entes públicos. Pressionado, o Executivo rapidamente convidou os representantes do sindicato e alguns trabalhadores para uma reunião. Com faixas, cartazes, apitos e bandeiras, os trabalhadores se posicionaram em frente ao Executivo. “A mobilização desta segunda é para lembrar que existe sim responsabilidade da Prefeitura em razão de ter firmado contrato com uma empresa que não honra seus compromissos financeiros", disse o vice-presidente do SindiSaúde-RS, Júlio Appel.

 

Grande participação dos trabalhadores no ato

Entenda a situação

A ABC e a Associação São Miguel são, respectivamente, mantenedora e administradora do Hospital Nossa Senhora das Graças (HNSG), de 28 UBS, 8 farmácias e 3 UPAs. Porém, os contratos para gestão do hospital e das unidades de saúde, nas quais podem ocorrer as mais de 300 demissões, são diferentes - em virtude disso, o hospital não deverá ser afetado.

Já no caso das unidades de saúde, vigora o Contrato 64, sendo este o que terá fim no dia 31 de julho, e que poderá acarretar no desligamento de mais de 300 trabalhadores sem o pagamento das rescisórias, pois é de conhecimento do sindicato e dos trabalhadores que não há dinheiro em caixa para quitação dos direitos. Por isso a luta para garantir, ao menos, os direitos dos trabalhadores.

A bizarra "quarteirização" em Canoas

A Prefeitura terceirizou, já há alguns anos, a gestão do HNSG e das unidades de saúde de Canoas. A ABC assumiu a administração, mas especialmente nos últimos 2 anos a empresas se mostrou incapaz de cumprir com o encargo assumido, até finalmente, de maneira bizarra, "quarteirizar" a gestão do hospital e das unidades para a Associação São Miguel.