Nesta terça-feira (28), trabalhadores da saúde estiveram em ato promovido pelo Sindisaúde-RS em frente ao Grupo Hospitalar Conceição (GHC), fortalecendo a mobilização da Campanha Salarial 2026 e cobrando valorização concreta para quem sustenta a saúde pública diariamente.
Com o slogan “Cuidar é nosso trabalho, lutar é nosso direito! 20% já!”, a campanha denuncia que a categoria acumula mais de cinco anos sem aumento real de salário, recebendo apenas reajustes limitados à reposição da inflação, enquanto cresce a sobrecarga de trabalho e o custo de vida.
A pauta econômica aprovada em assembleia reivindica 3,77% de reposição pelo INPC, 12% de recuperação de perdas salariais e 5% de aumento real, totalizando os 20% defendidos pela categoria como patamar mínimo de justiça salarial.
Além da pauta financeira, os trabalhadores também cobram avanços em cláusulas sociais e de proteção à categoria, como a ampliação do auxílio-creche, medidas concretas contra assédio, discriminação e adoecimento no trabalho e a Cláusula Antifeminicídio, buscando mais segurança e estabilidade para mulheres.
Reunião com a direção do hospital
No início da tarde, representantes do sindicato e trabalhadores foram recebidos no prédio administrativo por Gilberto Barichello, diretor-presidente do Grupo Hospitalar Conceição, e por Quelen Tanize Alves da Silva, diretora de Inovação, Gestão do Trabalho e Educação.
Durante a reunião, foram debatidas as reivindicações gerais da Campanha Salarial e, de forma específica no caso do GHC, a exigência de reajuste do vale-alimentação para R$ 1.500, valor aprovado em assembleia no dia 19 de março.
O presidente do Sindisaúde-RS, Rudinei, afirmou que “Vivemos a covid, vivemos a enchente e não somos valorizados. O trabalhador e a trabalhadora muitas vezes estão passando fome, o reajuste não acompanha o custo real de vida e coloca as pessoas em um situação complexa, trabalhando em dois ou três hospitais para tirar o sustento. Isso não pode continuar assim”.
Quelen abordou a situação da rede pública de saúde em Porto Alegre. Segundo ela, “Nós temos um caos de saúde dentro de Porto Alegre e por encargo do Governo Federal o Grupo Hospitalar Conceição está assumindo a administração de locais locais que não tiveram uma gestão eficaz anteriormente por uma questão de necessidade”
A administração do hospital também mencionou como impasse para o reajuste a legislação que restringe a revisão geral da remuneração de agentes públicos nos meses que antecedem eleições em ano eleitoral.
Ao final da reunião, a direção informou prazo de dez dias para retorno sobre a solicitação de reajuste do vale-alimentação.
A próxima rodada de negociação com o SINDIHOSPA está marcada para esta quarta-feira (29).
Texto: Imprensa Sindisaúde-RS
Fotos: Thales Renato Ferreira/Sindisaúde-RS - MtB 18.891





























