Campanha Salarial 2025

O Sindiberf, que representa patrões de hospitais filantrópicos, não chegou a uma proposta para repor as perdas salariais, conforme minimamente esperado pelo Sindisaúde-RS e comissão de negociação. A proposta apresentada na reunião do dia 29 foi um irrisório parcelamento do percentual de inflação em três meses, sem retroatividade à data-base!
Sindisaúde-RS e comissão trouxeram argumentos à mesa vinculados principalmente ao grande problema na saúde hoje: os baixos salários pagos no setor, que, sobretudo, fazem com que muitas(os) trabalhadoras(es) sejam forçados a buscar complementos de renda, além de causar, inclusive, a dificuldade de atração de mao de obra. Além disso, a diretoria do sindicato também colocou a questão do reajuste proposto para o piso regional.
Confira!
É com LUTA: foi depois de ato na Santa Casa que a patronal aceitou negociar
Ainda em fevereiro, o Sindisaúde-RS havia enviado a pauta construída pela categoria em assembleia. A patronal, na demora em retornar, provocou o distanciamento da data-base (abril-2025). Com isso, foi a luta que fez a negociação andar! O Sindisaúde-RS realizou ato em frente à Santa Casa e, poucos dias depois, a negociação foi enfim inaugurada com as primeiras reuniões.
Argumentos sindicais: baixos salários são o grande problema da saúde
Na mesa com o Sindiberf de hoje, a advogada Raquel Paese (Paese, Ferreira), do jurídico do Sindisaúde-RS, mencionou levantamento feito junto ao setor de homologações do sindicato. O estudo demonstrou como a maior parte dos desligamentos são por pedido do trabalhador, e não por justa causa.
Raquel mencionou como essa situação é sintomática, mostrando como há uma dificuldade de atração de mão de obra na saúde, o que só melhora através de aumento salarial, principalmente das remunerações mais baixas. São os baixos salários, alguns na ordem de R$ 1800 a R$ 2000, e especialmente nos hospitais filantrópicos, que mais fazem as pessoas deixarem o setor.
Além disso, o diretor Arlindo Ritter lembrou que o próprio governador do RS propõe um reajuste de 8% no piso mínimo regional, sendo que o crescimento do estado foi de 4%. O sindicato entende que há muito espaço para melhora na proposta dos filantrópicos.
Próxima reunião
Sexta, dia 6, às 10h
