Na manhã desta quarta-feira (22), o Sindisaúde-RS e trabalhadores realizaram um protesto em frente ao Hospital Ernesto Dornelles (HED), em Porto Alegre, para cobrar providências diante de uma série de denúncias recebidas pela entidade sindical.
Entre os principais relatos apresentados estão irregularidades nos registros de ponto, desaparecimento de horas do banco de horas, atrasos ou ausência de depósitos do FGTS há cerca de cinco meses, falta de insumos e equipamentos de proteção individual (EPIs), atrasos no pagamento de férias e denúncias graves de assédio moral no ambiente de trabalho.
Outro ponto levantado pelos trabalhadores diz respeito a mudanças unilaterais de setor após apresentação de atestados médicos ou retorno de afastamentos pelo INSS. A prática é apontada por funcionários como forma de pressão e retaliação.
Durante a mobilização, a técnica em enfermagem Natália Forest relatou dificuldades enfrentadas após sua demissão.
“Eu tinha 8 anos na instituição, fui demitida estando de atestado no dia 6 de abril, no qual eles queriam que eu assinasse com a data do dia 7. No momento eu luto para que seja paga minha rescisão completa, até o momento liberaram somente o fundo e mais nada. A grande pressão contra os trabalhadores é em relação aos atestados, quando são feitas colocações dos nossos direitos somos informados que precisamos simplesmente nos adequar ao trabalho”, afirmou.
Histórico de denúncias e acompanhamento institucional
O histórico recente envolvendo a instituição também preocupa os trabalhadores. O Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região (TRT4) já condenou o Hospital Ernesto Dornelles em casos relacionados à despedida discriminatória de trabalhadores adoecidos.
Além disso, o Ministério Público do Trabalho (MPT) acompanha questões envolvendo a recusa da instituição em realizar homologações de rescisões junto ao sindicato, situação que dificulta a conferência de valores devidos aos trabalhadores desligados.
Segundo os relatos recebidos pelo Sindisaúde-RS, a categoria enfrenta pressão constante, insegurança e desrespeito a direitos básicos, mesmo sendo responsável pelo funcionamento diário da instituição.
Diante desse cenário, o sindicato já havia formalizado anteriormente denúncias aos órgãos competentes, incluindo Ministério Público, Câmara de Vereadores de Porto Alegre e Delegacia Regional do Trabalho.
Para Rudinei Silva, presidente do sindicato, a mudança precisa ser estrutural.
“O Sindisaúde-RS precisa estar presente na luta, junto com os trabalhadores do hospital. Para além dos valores atrasados, são diversos relatos de assédio e falta de respeito com os trabalhadores que mostram que o hospital precisa funcionar de uma maneira totalmente diferente. Vamos lutar e não vamos baixar a guarda!”, declarou.
Reunião com a direção
Durante a atividade, o sindicato participou de reunião com a diretoria do hospital nas dependências da instituição. Segundo a administração, os valores de rescisões, férias e salários seriam efetuados nesta quarta-feira (22).
Texto: Imprensa Sindisaúde-RS
Fotos: Thales Renato Ferreira/Sindisaúde-RS - MtB 18.891














