Trabalhadores e trabalhadoras da Atenção Primária de Saúde (APS) de Porto Alegre farão um ato de protesto no dia 30, terça-feira, às 17h, em frente ao Centro Administrativo. A decisão foi tomada em assembleia realizada na noite desta quarta-feira, 24, convocada em caráter de urgência diante de medidas apresentadas pelo Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG), nova gestora terceirizada da pasta, que prevê cortes de até 60% nos salários da categoria.
O encontro, que ocorreu na sede do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Petroquímicas de Porto Alegre e Triunfo (Sindipolo), foi o início de uma série de movimentos que estão previstos para as próximas semanas em busca de fortalecer os trabalhadores nesta luta. “Convidamos a todos os trabalhadores que estão envolvidos na troca de gestão, e os que não estão também, a participarem desta luta tão importante, pois a atenção primária é crucial para a saúde do município”, convoca a diretora do Sindisaúde, Martina Rodrigues Conceição.
A insatisfação da categoria teve início a partir da troca das antigas administradoras, Santa Casa e Rede Divina Providência, pelo Instituto de Apoio à Gestão Pública (IAG). A decisão foi oficializada pela Prefeitura de Porto Alegre no final de maio, após a desclassificação das demais concorrente no processo licitatório. A decisão, no entanto, já acende alertas, pois a instituição responde a processos relacionados à administração pública em outras cidades na qual presta os mesmos serviços.
“É frustrante demais chegar em casa e não ter a certeza de que vou conseguir pôr comida na mesa, tenho filho, neto e todos dependem de mim. É um desrespeito gigante com nós trabalhadores. Imagina tu trabalhar o mês inteiro e não ter nem a certeza de quanto tu vais receber, mas ter apenas a certeza de que o teu salário não será mais o mesmo, e que podemos receber apenas a metade do que recebíamos”, protesta a trabalhadora da APS, Carla Cabarcos.
Para o presidente do Sindisaúde-RS, Rudinei Ribeiro da Silva, esta será uma luta fundamental não só para os trabalhadores, mas também para toda a população da capital. "Nós não vamos recuar. Iremos lutar junto com vocês trabalhadores, lado a lado, pois vocês merecem respeito e quem vai sofrer com toda essa bagunça da gestão municipal é a população", declarou.
A mesa diretora da assembleia foi composta pelos representantes do Sindisaúde, Rudinei Ribeiro e Martina Rodrigues, pela presidente da Associação Gaúcha dos Trabalhadores da Saúde (AGTS), Anitamar Maciel Lencina e pelo advogado trabalhista do escritório Woida, Lucas Larrea Borges. O Sindisaúde irá divulgar nesta sexta-feira, 26, o calendário de visitas às Unidades de Saúde e os próximos passos da mobilização. Paralização não está descartada, porém será definida em conjunto com a categoria.









